
"O povo que andava nas trevas, viu uma luz; para os que habitavam nas sombras da morte, uma luz resplandeceu...Porque nasceu para nós um menino, foi nos dado um filho" (Is 9,1,5)
As palavras do profeta Isaias, ressoa em nossos ouvidos, lembrando-nos que o Natal de Jesus não pode se resumir a uma tradição anual de enfeitar os lares com muitas luzes, enfeites, ceis fartas e troca de presentes; um mito, uma fábula. Jesus é parte verdadeira de nossa história.
Deus veio até nós como uma criancinha, nascida numa família,para lembrar-nos a importância que tem a família como comunidade primeira de construção do homem. Uma criancinha que veio nos mostrar como seus sentimentos e atos são verdadeiros, coerentes com a vida. Criança que faz com a vida o que cada família deveria ser: um processo de amor, uma festa do sol, um reflexo do amor de Deus.
Podemos sufocar essa intenção de Deus, quando fazemos do Natal uma festa de consumo, de esbanjamento institucionalizado. Uma festa de sentimento generalizado, com verniz de generosidade e emoção. Uma festa na qual, em muitos lares, o presépio é apenas enfeite, moda atual, para dar aparência religiosa a uma festa pagã.
Estar preso a isto é estar acorrentado, andar na escuridão. É se distanciar da criança que é Deus.
Neste Ntal, vamos introduzir em nossos corações o ardente desejo de sermos mais solidários e mais místicos.
Pe. Elias Ramalho Gomes
Texto tirado do Anunciai - Dezembro de 1999.