Nicodemos,
Eis-me aqui de volta, amigos. Pronto pra briga. Fui instado pelos amigos a participar de novo das discussões, sobretudo por Lenisa, Coordenadora da PASCOM, que insistentemente me ligava querendo saber das razões do meu silêncio. Muito bem, minha cara Lenisa, aqui estou.
A discussão travada pelos colegas inquietos a respeito da decisão do arcebispo da Paraíba que resultou na suspensão de ordem do Padre Luiz Couto, parece ser o tema da vez. Dele me ocuparei agora.
Vou enveredar, todavia, por outra senda. Preocupa-me a forma como alguns amigos enfrentaram a questão. Digo isso porque, em lugar da discussão séria e educada, houve quem preferisse descambar para outros terrenos, um tanto quanto movediços. Ora, ora, amigos. O mural é um espaço por definição democrático, mas saibamos expor nossos pensamentos com um mínimo de cuidado e elegância, para não tornar desagradável o que é para ser um debate instigante, em torno de temas que aproveitem ao maior número possível de pessoas. É a elevação do nosso nível de consciência, não o chafurdar na lama, o que devemos buscar.
Ontem mesmo uma pessoa me abordou na rua e fez a seguinte pergunta: «você, “que é da Igreja” (prestem bem atenção nesse rótulo), concorda com o que fizeram com o padre deputado? É um absurdo. Como é que vocês pretendem mudar o mundo com práticas tão autoritárias como estas?»
A resposta foi rápida e fulminante. Abrevio aqui as palavras, por uma questão de tempo: disse-lhe: leia o mural, amanhã, e confira minha opinião sobre o tema! (uma saída de mestre, pois me permitiu organizar melhor as idéias, além de propagandear o site da paróquia. Yes!)
Muito bem. Juridicamente, a Igreja é uma instituição assentada sobre uma base autocrática, autoritária; não é democrática, é nobiliárquica; não há, em seus estatutos, norma que assegure um controle efetivo da autoridade e dos poderes de decisão e de execução dos seus atos por parte dos fiés.
Diferentemente de outros organismos jurídicos, o espaço de decisão dos “associados” é bastante reduzido. Estes, de acordo com as normas vigentes na instituição, “estão obrigados a aceitar com obediência cristã o que os sagrados Pastores, como representantes de Cristo, declaram como mestres da fé ou determinam como guias da Igreja” (Código de Direito Canônico, cân. 212, § 1º).
É verdade que a lei lhes assegura o direito de, eventualmente, manifestarem aos Pastores “as próprias necessidades, principalmente espirituais, e os próprios anseios”, de acordo “com a ciência, a competência e o prestígio de que gozam”, mas sempre ressalvada “a integridade da fé e dos costumes e a ‘reverência’ para com os Pastores”. Não é muito, é verdade, mas é o que a lei eclesiástica confere formalmente aos fiéis em matéria de participação nos seus assuntos internos. Em todo caso, a estes é dado “reivindicar e defender legitimamente os direitos de que gozam na Igreja, no foro eclesiástico competente, de acordo com o direito” (Cân. 221, § 1º), sempre que se sentirem desservidos ou embaraçados em seus legítimos interesses. Difícil é conseguir espaço na estrutura monolítica da instituição (o que fizeram com a intuição do Papa João XXIII de \"abrir as janelas da Igreja, para arejar\"?).
Precisamos ter em mente que essa “indisposição” da hierarquia para a abertura se faz realidade na instituição há séculos, desde a cristandade, e que é da sua própria natureza jurídica (leia-se do Código de Direito Canônico promulgado em 1983, além de outras leis, universais ou particulares, inclusive as disciplinares, dadas pela Sé Apostólica) o arranjo autocrático dos instrumentos de decisão, gostemos disso ou não. É fato. E ponto final.
Porém, isso não é o mesmo que afirmar que nada aproveita na Igreja.
Esta, apesar dos erros humanos a que temos assistido, subsiste, antes e acima de tudo, como sacramento, sinal e instrumento da íntima união com Deus e da unidade de todo o gênero humano (Const. Lumen Gentium, 1). Uma realidade para além daquilo que os olhos humanos enxergam: «raça escolhida, sacerdócio real, nação santa, povo conquistado... que outrora não era povo, mas agora é povo de Deus» (1 Ped. 2, 9-10). Aliás, essa parece ter sido uma das grandes intuições do Vaticano II, a Igreja conceituada como Povo de Deus (cf. Const. Lumen Gentium 2), sendo a autoridade hierárquica – exercida pelo clero - um serviço apenas, não um fim em si mesmo (LG, 3).
A Igreja, como prolongação de Cristo, como Sacramento Universal de Salvação (segundo definição de Boff, em Os Sacramentos da Vida e a Vida dos Sacramentos, Editora vozes, 2003), existe para além do clero e das normas canônicas. O viver cristão se torna realidade transformadora fora das paredes encasteladas dos templos – nas ruas, em casa, nas repartições públicas, no ambiente do trabalho; onde o suor, as lágrimas e os risos se misturam, no caldo pulsante do mundo que já é Reino e onde a utopia se faz presente e a fé, a misericórdia e a justiça dão sinais de sua presença; onde, em meio à indiferença e à injustiça, um gesto singelo de misericórdia, como o do samaritano (Lc 10, 25-37), faz resplandecer a esperança. É aí que a Igreja existe, cresce e se recria a cada momento.
Para usar um linguajar mais requintado: “Os batizado, pela regeneração e pela unção do Espírito Santo, são consagrados […] para que, por meio de todas as obras próprias do cristão, ofereçam oblações espirituais e anunciem os louvores daquele que das trevas os chamou à sua admirável luz. Por isso, todos os discípulos de Cristo […] ofereçam-se a si mesmos como hóstias vivas, santas, agradáveis a Deus dêem testemunho de Cristo em toda a parte e àqueles que lha pedirem dêem razão da esperança da vida eterna que neles habita” (Lumen Gentium, 10).
Ou de forma mais encarnada: “Assim, como outrora Israel, o antigo Povo, sentia a presença salvífica de Deus quando ele o libertava da opressão do Egito, quando o fazia atravessar o mar e o conduzia à conquista da terra prometida, assim também nós: novo povo de Deus não podemos deixar de sentir seu passo que salva, quando se diz o «verdadeiro desenvolvimento, que é, para cada um e para todos, a passagem de condições de vida menos humanas para condições mais humanas. Menos humanas: as carências materiais dos que são privados do mínimo vital e as carências morais dos que são mutilados pelo egoísmo. Menos humanas: as estruturas opressoras que provenham dos abusos da posse do poder, das explorações dos trabalhadores ou da injustiça das transações. Mais humanas: a passagem da miséria para a posse do necessário, a vitória sobre as calamidades sociais, a ampliação dos conhecimentos, a aquisição da cultura. Mais humanas também: o aumento na consideração da dignidade dos demais, a orientação para o espírito de pobreza, a cooperação no bem comum, a vontade de paz. Mais humanas ainda: o reconhecimento, por parte do homem, dos valores supremos e de Deus, que deles é a fonte e o fim. Mais humanas, finalmente, e em especial, a f é, dom de Deus acolhido pela boa vontade dos homens e a unidade na caridade de Cristo, que nos chama a todos a participar como f ilhas na vida de Deus vivo, Pai de todos os homens». Nesta transformação, por trás da qual se anuncia o desejo de passar do conjunto de condições menos humanas para a totalidade de condições plenamente humanas e de integrar a escala de valores temporais na visão global da fé cristã, tomamos consciência da nossa «vocação original»: «vocação de unir em uma síntese nova e genial o antigo e o moderno, o espiritual e o temporal, o que outros nos legaram e nossa própria originalidade” (Medelín, 1968)
Como se vê, minha cara interlocutora, é preciso direcionar nosso estudo sobre esse tema com responsabilidade. A coisa é bem mais complexa do que a princípio imaginamos.
Penso que o diálogo com a História, a Sociologia, a Política, a Filosofia e outras fontes do saber humano é salutar para que compreendamos melhor algumas realidades que estão postas diante de nossos olhos e que, para muitos (inclusive para alguns membros da própria hierarquia), continuam envoltas em mistério.
A crítica destituída de um mínimo de razoabilidade e bom senso é própria dos néscios, preguiçosos, mal informados e dos detratores de plantão; não se coaduna (e aqui me reporto a um ou outro comentário postado neste espaço) com o espírito e o propósito deste mural, que é possibilitar aos inquietos de um modo geral o exercício da discussão e a troca responsável de idéias. Devemos repugnar o silêncio complacente e as mentiras dos que se recusam a ver o que está posto diante de seus olhos, tanto quanto tanto o julgamento apriorístico, capenga, de tantos quantos se dizem indignados, mas que não sabem expressar coerentemente sua irresignação porque embasados, muitas vezes, no erro, na precipitação, na preguiça mental.
Hoje percebi o quanto é importante este espaço que nos é dado, até então não havia tido coragem de participar deste debate pois não tinha certeza se podia expressar verdadeiramente o que penso sobre todos esses temas como celibato, homosexualismo, pedofilia (em especial, o que vem causando enormes danos à nossa igreja) e por que não também falar sobre essa politica suja que embora não no mesmo nível de fedentina que tinhamos na administração passada, mas que se não agirmos rápido para impedir também correremos o risco de vê-la repetida na nova.
concordo com o amigo acima quando fala que só nos metemos em politica quando é para mamar ou até tirar vantagem, infelizmente é o que acontece, a prova maior é esta mudança de governo, onde o sai e entra de pessoas em repartições públicas vem tirando o sono de muita gente. Quem votou, quem apoiou a saída, que é do lado, ou não do novo governante. A vergonha é que não se leva em conta a responsabilidade e o trabalho de quem sai, e nem mesmo, o que é pior, a capacidade de quem entra. Vergonhoso também é a igreja que faz questão de viver uma mentira no que diz respeito ao celibato. Quem ainda acredita ser necessario que os padres vivam o celibato? talvez poucos. Quem souber o significado do celibato, por favor me respondam.
Celibato é o padre não casar? Mas, porque o padre não pode casar?
Uma outra pergunta:
Se fosse permitido ao padre constituir família, quem garante que alguns padres não optariam por alguem do mesmo sexo que ele? neste caso, o homossexualismo seria tratado como disturbio, doença ou como falta de vergonha? e sobre pedofilia, o que acontece quando eles usam de sua autoridade eclesial para manipular, iludir com promessas, presentes e outras vantagens jovens e crianças que buscam neles um apoio, uma referência cristã? repito: são poucos os padres que podem tratar sobre esses assuntos sem correrem o risco de serem apontados como tal.
Adoraria ter estas respostas. Espero que os verdadeiros padres que ainda restam, continuem fortes e fieis a palavra e os ensinamentos de Deus. E não se deixem manipular pela maioria, pois nós, comunidade e igreja não somos tão leigos como se pensa, conhecemos a nossa religião, acreditamos e confiamos em Deus, e somos fortes o bastante para colocar um ponto final em toda esta hipocrisia e falta de temor a Deus que certos padres demonstram em suas atitudes. Não somos cegos!
Você ai que se diz acomodado. Eu só não concordo com você quando diz que cristão não gosta de se meter em política. Gostar ele gosta, mas quando é pra \"mamar\", quando é pra tirar vantagem. Nada de lutar pelos direitos dos que ele está representando, como a gente sabe de tantos que são de \"pastorais\" e não tem \"pena nem dó\" dos pobres.
Entrei só pra dizer isto, pois não me aguentei.
É isso aí, Susane Dias! Isso também é exercer justiça e cidadania. Também não entendo porque os cristãos não gostam de se meter na política. Jesus se metia em tudo, em nome da justiça e da dignidade da pessoa e não é a Ele que devemos imitar.
Agora as coisas erradas nas administrações públicas só acontecem porque nós permitimos que elas aconteçam. Teoricamente todo político é honesto, mas na prática todos calçam 40. Mas bem que agente podia pegar no pé deles e mudar essa prática demagoga praticada pelos políticos de modo geral.
Agora uma coisa é certa: A CULPA É NOSSA. Temos que vigiar e fiscalizar mais. Independente de que o politico seja \"A\" ou \"B\", seja de que lado for. Todos os partidos devem ser regidos pela justiça e honestidade.
Vamos fiscalizar mais, doe em quem doer.
Acomodado, para passar melhor.
Por que ao invés de ficar discutindo esse assunto, sobre a suspensão de ordem do Pe. Luiz Couto, em quem não voteio e provavelmente não votarei, vcs não discutem sobre a ação proposta pelo Ministério Público do Trabalho contra a Prefeitura Municipal de Patos, por violação à regra da moralidade pública, ao contratar pessoas sem concurso público, utilizando-se fraudulentamente de uma OSCIP como intermediadora de mão de obra? Isso, ao que me consta, tem a ver com a Ética na Política, estou errado? E aí, inquietos?
Se existe um assunto em voga na Paraíba nos últimos dias tal assunto é a penalidade de suspensão de ordem aplicada pelo Arcebispo da Paraíba, Dom Aldo, ao Pe. Luiz Couto. Vire e mexe surge um ingrediente a mais na discussão. Há os que defendem a atitude do Arcebispo, lembrando, por exemplo, que “a obediência é o ponto de partida para qualquer instituição obter sucesso” (editorial deste domingo, 01/03, do Jornal O Norte) e que ao expressar seu ponto de vista sobre assuntos a respeito dos quais a Igreja defende uma posição diametralmente oposta o Padre Deputado violou uma das regras de ouro da Instituição – a solicitude e a obediência pastoral aos seus superiores e ao Magistério.
Outros, ao contrário, consideram a atitude de Dom Aldo contrária aos interesses do povo, na medida em que pretende afastar do seio da comunidade dos fiéis aquele que “não usa o altar ou outros espaços sagrados para falar leviandades ou assuntos de interesse de determinados grupos. O que ele faz [Pe. Luiz Couto], é usar a Tribuna do Parlamento para denunciar e defender os assuntos de interesse do Povo da Paraíba e do Brasil” (Nota publicada pela Comissão Pastoral da Terra).
Bom, extremismos à parte, prefiro ficar, nesse ponto, com a opinião do Padre Marcelo Arruda Firmino Silveira, publicada no caderno de política do Jornal O Norte deste domingo. Segundo ele, a Igreja Católica não é uma democracia, mas uma nobiliarquia. E ponto final.
Entrou no mural um tema bastante polêmico: \"o celibato opcional para os sacerdotes e o uso do preservativo\". Este tema divide os cristãos. Por isso, para que a reflexão anterior não seja prejudicada, eu sugiro que os \"inquietos de plantão\", como já falou alguém nesse mural, retomem o assunto.
Que volte a ser obordado \"teologicamente\", filosoficamente\" e com bastante sutileza, o tema um jeito \"novo\" de ser cristão.
Voltem a fazer suas reflexões \"ao modo dos primeiros filósofos\", como disse Jamarataia Pontual.
Não nos privem de tão ricas reflexões.
Este recado é para todos os já participam do debate, como Nicodemos, Acorrentado, Chiquinho de Adelaide, Jamarataia Pontual, Amigo de Deus, Maria Marta, Sinézio, Pé Dentro Pé Fora, Antonieta, Florencia de Jesus, Irmão Alegria, Jerimoaba Figueiredo, ... Jozivan, enfim, todos. E os que apenas lêem e não participaram ainda do debate, se sintam encorajados e convidados a participar.
Avantem no diálogo.
Em nome da Equipe Pascom.
Lenisa
Com certeza Dom Aldo tomou querosene.
\"Para nós cristãos não é nenhuma novidade o fracasso do celibato como uma imposição; ao invés de suspender quem defende sua opcionalidade, seria mais coerente suspender quem não o vive - ufa!\" Disse muito bem o Jerimoaba Figueiredo.
Por que tanta restrinção ao preservativo? Não digo os cristãos,
mas, e os padres (que não são poucos)que não respeitam o celibato, o que fazem para as parceiras não engravidarem?
Já é fato evidente que a maioria dos padres ou é homoxessual ou não respeita o celibato.
Dom Aldo, não mexa com o que não deve pois pode feder e feder bem mais pro seu lado.
Até quando vamos ter que conviver com tudo isso, tendo de engolir em obdiência a igreja?
Já é tempo de mudar, sem incriminar a tão visada teologia da libertção. Vamos resgatar a verdadeira teologia que é a de Jesus Cristo.
inquietos, juntos somos mais.
Um misto de indignação e revolta invade a minha alma cristã neste momento, graças à atitude do arcebispo da Paraíba D. Aldo Pagotto ao suspender o Pe. Luiz Couto do exercício do seu ministério presbiteral. Não sou teólogo, nem padre, mas posso imaginar o que significa para Pe. Luiz esta punição injusta e descabida.
Em primeiro lugar a decisão foi tomada baseada em informações divulgadas por um órgão de imprensa que todos sabemos como, via de regra, estes órgãos costumam distorcer opiniões acerca de temas religiosos ou doutrinais. Em segundo lugar, o Pe. não disse ser contra o celibato, ele defendeu o celibato opcional, coisa que uma grande parte dos padres que conheço defende a \"boca miúda\"; em relação ao uso de preservativos o pe. não fez uma apologia, apenas defendeu que a igreja visse a questão com racionalidade. Essas são as duas posições mais \"polêmicas\" que feriram, segundo o Arcebispo, os princípios do Vaticano.
Vamos aos outros fatos:
Para nós cristãos não é nenhuma novidade o fracasso do celibato como uma imposição; ao invés de suspender quem defende sua opcionalidade, seria mais coerente suspender quem não o vive - ufa!
Em relação aos métodos contraceptivos, outro embroglio: quantos fiéis católicos lançam mão de tais métodos? É possível contar?
Um pouco de coerência faz muito bem.
Dois pesos e duas medidas não combinam com a pregação cristã. Mas parece combinar com certas autoridades, mesmo religiosas.
Essa questão sobre o Dep. Luíz Couto, que também é padre, de fato é lamentável.
Esse fato na imprensa sobre o celibato e outras posições, vem sendo discutidas em bastidores secretos e quando se discute abertamente causa tanta indignação ao Dom Aldo Pagoto.
Mas, uma coisa ninguém sabe: No dia do julgamento definitivo de Cássio pelo S.T.E foi liberado para o mesmo Dom Aldo Pagoto a quantia de quase 600.000,00 (seisentos mil reais) Será que esse foi o preço da indulgência?. Por que Dom Aldo não se posicionou sobre isso também?
Hipocrisia é pouco diante da posição tomada por Dom Aldo na política paraibana. Se suas posições fossem de lado do justo e da elevação de consciência do povo eu até louvaria, mas não. Foi partidarismo puro!
O deputado Luíz Couto anunciou sua candidatura a Senador. Será que isso não é para atrapalhar esses planos? Espero que não!
Abraço á todos!